Graham Hill, o ganha tudo

Finalmente aqui no blog falarei sobre um piloto do passado, como sugere no nome do blog. E não podia escolher ninguém melhor para começar que o Graham Hill. Falarei um pouco de suas conquistas pelo automobilismo.

O inglês fazia sua estréia na Fórmula 1 em 1958, pela Lotus, que também fazia sua estréia nas pistas, no GP de Mônaco. Ficou na equipe até o fim de 1959, sem conquistar um ponto sequer. Em 1960, foi contratado bela BRM, onde faria seus 4 primeiros pontos da carreira e também conquistaria seu primeiro pódio na Holanda. Marca três pontos em 1961 e conquista sua primeira vitória na carreira e pela BRM em 1962, na primeira corrida da temporada, na Holanda. Além da Holanda, Graham Hill venceria na Alemanha, Itália e África do Sul, além de dois segundos lugares, sendo um em Spa-Francorchamps, onde fez sua primeira pole da carreira e outro segundo lugar nos Estados Unidos. Isso tudo também somados com um ponto conquistado em Mônaco e mais três na Inglaterra. Com 42 pontos somados, Graham Hill ganha seu primeiro titulo na Fórmula 1. Em 1963, começa bem o ano com uma vitória em Mônaco. Mas a temporada não se desenha como a do ano anterior. Foi pole em Spa, mas não consegue terminar a corrida. Com várias quebras, Graham só conseguiria mais uma vitória na temporada em Watkins Glen, nos Estados Unidos, além de três terceiros lugares (França, Inglaterra e África do Sul) e um quarto lugar no México. Termina o ano como vice-campeão, somando 29 pontos ao todo.

Em 1964, Graham Hill conquista sua segunda vitória seguida em Mônaco. Mas, assim como em 1963, viria a vencer somente mais uma prova, sendo esta também em Watkins Glen. Além dessas vitórias, obteve três segundos lugares (França, Inglaterra e Alemanha), além de somar três pontos na Holanda e dois na Bélgica. Fez uma pole na Áustria, mas não completou a corrida. Seria vice-campeão por apenas um ponto, tendo somado 39 pontos nos descartes (nessa época, somente os seis melhores resultados contavam pontos par ao campeonato) contra 40 de John Surtees. Em 1965, Graham Hill conquistaria seria vice-campeão pela terceira vez seguida. Venceu em Mônaco e nos Estados Unidos. Conquistou três segundos lugares (Inglaterra, Alemanha e Itália), um terceiro (África do Sul), um quarto lugar (Holanda) e dois quintos lugares (Bélgica e França), somando 40 pontos ao total. Em 1966, Graham Hill faz uma temporada apenas razoável na Fórmula 1. Conquista dois terceiros lugares (Mônaco e Inglaterra), um segundo lugar na Holanda e um quarto na Alemanha, além de muitas quebras do seu carro. Mas neste ano, Graham Hill conseguiria sua segunda conquista importante: O inglês ganhou as 500 milhas de Indianápolis pela equipe Mecom Racing Team. O Inglês largou em décimo quinto e conseguiu vencer.

Para 1967, Graham Hill se muda para a Lotus, onde vira companheiro de equipe do escocês Jim Clark. Seu primeiro pódio pela equipe foi em Mônaco, quando chegou em segundo lugar e na corrida seguinte, na Holanda, faria sua primeira pole, onde abandona na volta 11 por causa da quebra do motor de seu carro. Faria mais uma pole, desta vez na França, onde chega a marcar a volta mais rápida da corrida, mas abandona a prova na volta 13 com problemas no seu carro. Voltaria a marcar pontos no Canadá, com um quarto lugar conquistado e marcaria sua terceira pole no ano nos Estados Unidos, onde chega em segundo lugar. Soma 15 pontos e várias quebras durante o ano. Em 1968, a Lotus começa o ano muito bem com uma dobradinha na África do sul, com Jim Clark em primeiro e Graham em segundo. Porém, a equipe perderia Clark devido a um acidente fatal que o piloto sofreu em Hockenheim, quando corrida pela Fórmula 2. Graham Hill, então, trata de vencer as duas corridas após a tragédia de Clark. As dias vitórias foram na Espanha e em Mônaco. Depois, conquistaria mais dois segundos lugares (Alemanha e Estados Unidos), um quarto lugar no Canadá e venceria a última corrida do ano, no México. Com isso, Graham Hill soma 48 pontos conquista seu segundo titulo na Fórmula 1.

Em 1969, Graham Hill começa o ano com um segundo lugar na África do sul. Mas na corrida seguinte, na Espanha, em Montjuic, se envolveria em um forte acidente na oitava volta, onde escapa sem ferimentos. Onze voltas depois, seria a vez de seu companheiro de equipe, o austríaco Jochen Rindt se envolver em outro acidente feio. Graham Hill vai até o local ajudar o colega de equipe, que quebrou o nariz no acidente. Após isso, Graham Hill ganharia sua única corrida no ano, e claro, em Mônaco. Somaria um ponto na França e mais três na Alemanha e termina a temporada com 19 pontos. Em 1970, Graham Hill corre pela equipe particular Rob Walker Racing, que utilizava chassis Lotus. Com dois sextos lugares (África do Sul e Inglaterra), um quinto (Mônaco) e um quarto lugar na Espanha, em Jarama, Graham Hill sai da equipe.

Em 1971, Graham Hill se muda para a Brabham, onde consegue fazer apenas dois pontinhos na Áustria. Em 1972, Graham Hill, ainda na Brabham, marca quatro pontos sendo que dois foram conquistados na Itália, um outro na África do Sul e outro na Alemanha. Neste mesmo ano, Graham Hill vence as 24 horas de Le Mans juntamente com o francês Henri Pescarolo, pilotando um Matra-Simca MS670. Em 1973, Graham Hill resolve criar sua própria equipe e, com isso, nasce a Embassy Racing. O carro utilizava o chassi DN1, da Shadow. Porém, o carro não é bom e Graham Hill consegue como melhor resultado, um nono lugar em Zolder, na Bélgica. Para o ano seguinte, Graham decide adotar os chassis T370, da Lola. Graham Hill consegue marcar um ponto na Suécia, o único da equipe também, mas fica feliz com isso, jpa que os resultados da equipe no ano são melhores que o do ano anterior. Em 1975, Graham Hill classifica-se para as dias primeiras corridas do ano (Argentina e Brasil), mas não conseguiu se classificar para correr na África do Sul e nem para Mônaco, onde era o mestre. Após isso, Hill se aposenta como piloto e decide apenas ser chefe de sua equipe, que consegue marcar três pontos no ano. Um foi marcado pelo inglês Tony Brise e os outros dois pelo australiano Alan Jones.

A equipe estava muito confiante para o ano seguinte, mas infelizmente tudo acabaria em um acidente aéreo. Graham Hill, que pilotava o avião, o jovem Tony Brise, o projetista da equipe, Andy Smallman e os mecânicos Tony Alcock, Tony Richards e Terry Brimble que estavam no avião também, acabaram falecendo.

Resumo: Graham Hill foi campeão de Fórmula 1 duas vezes: 1 em 1962, pela BRM e 1 pela Lotus em 1968. Venceu as 500 milhas de Indianápolis em 1966 e as 24 horas de Le Mans em 1972. Com isso, se tornou o único piloto da história a conquistar a tríplice coroa. Foi apelidado de Mr. Mônaco devido as suas cinco vitórias no principiado. Venceu 14 corridas na Fórmula 1, subiu ao pódio por 36 vezes, marcou 13 pole positions e 274 pontos, além de 10 voltas mais rápidas em 176 corridas, que foi o recorde de corrida de um piloto até ser quebrado por Jacques Laffite em Brands Hatch, na Ingalerra, em 1986. Seu filho, Damon Hill, entrou na Fórmula 1 em 1992, foi campeão mundial pela Williams em 1996 e é o único filho de um campeão mundial a ser campeão mundial até hoje na Fórmula 1.  Em 1990, Graham Hill foi introduzido no International Motorsports Hall of Fame. Um outro Recorde de Graham foi o tempo que ficou na Fórmula, um total de 18 anos, que será quebrado por Barrichello ano que vem.

Foto extra:

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Publicado em agosto 9, 2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 26 Comentários.

  1. Quando Nelson Piquet, entrou na F1, parecia que Graham Hill, estava de volta, não em comparação com a pilotagem e sim a maneira de viver fora da F1.

    • Verdade. O Nelsão, em viver a vida sim, e nas psitas também foi um grande piloto. Tentou também a triplice coroa, quando foi disputar as 24 horas de Le Mans, aonde não fez muito sucesso e nas 500 milhas de Indianápolis, quando sofreu um acidente forte.

  2. Grande Graham Hill. Pra mim, esse sim é o melhor piloto da história. Uma pena ter morrido em um acidente aéreo, podia ter um bom regresso com sua equipe.

  3. Ótimo texto!

    Mas tem um detalhe que deve ser adicionado:

    * Em 1970 Hill correu com Lotus,mas não pela equipe oficial,mas pela particular Rob Walker Racing.

  4. Vale lembrar também,que ele foi o piloto com mais corridas na F1,isso do GP da Holanda de 1971 (Zandvoort),até o GP da Inglaterra de 1986 (Brands Hatch),quando foi superado por Jacques Laffite.

  5. Grande Grahan, um dos mais bem humorados da história da F1…
    Pena que deixou de legado o Damon… hehehehe

  6. Valeu o texto, para mim se a FIA tivesse desclassificado o Schumi, seu filho teria conquistado dois títulos, Damon Hill era um ótimo piloto, só não era um fora de série, como seu pai.

  7. lucasdesiderato

    Grande idéia hein Daniel?? É bom para gente nova como eu (13) a aprenderem mais sobre a história detalhada de alguns pilotos da F1.

  8. Nelson Ângelo

    ”EU ERA JOVEM QUANDO ERREI. MASSA TEM NOVE ANOS NA F-1″

    O piloto diz que seu colega brasileiro perdeu espaço na Ferrari porque está lento demais e quis se exibir e criar confusão quando foi obrigado a entregar a corrida.
    Piquet conta que se dava muito bem com Massa, mas depois que foi banido da F-1 o piloto da Ferrari deixou de falar com ele.
    Protagonista de um dos maiores escândalos da F-1 – admitiu ter batido o carro para favorecer Fernando Alonso, seu colega na Renault em 2008 –, foi criticado por Felipe Massa quando o caso veio à tona.
    Massa:
    “Foi uma atitude muito feia”.
    No ano passado, os dois se encontraram num Kartódromo em São Paulo e o ferrarista reagiu com frieza aos cumprimentos de Piquet.
    A saia-justa e o constrangimento ficaram evidentes.
    Piquet tinha tudo para saborear uma doce vingança ao ver Massa duramente criticado por seguir uma ordem da equipe e deixar o mesmo Alonso. Mas prefere analisar o contexto da F-1 hoje. “Qualquer um na posição dele teria de fazer o mesmo”.

    ISTOÉ –

    O Brasil se desiludiu com você e com o Felipe Massa. Dá para comparar a sua situação em Cingapura (quando bateu para favorecer Fernando Alonso) com a do Massa na Alemanha (que deixou o piloto espanhol passar)?

    NELSON ÂNGELO –

    Eu era um piloto novo, estava aprendendo e entrei em um time que era do Fernando Alonso.
    Ele tinha sido bicampeão pela Renault e o Flavio Briatore, diretor da equipe, era o melhor amigo dele.
    Ele tinha toda a atenção.
    Com o Massa foi diferente.
    O Massa chegou antes do Alonso, ele conhece a Ferrari há mais tempo e ainda tem o Jean Todt, hoje na Federação Internacional de Automobilismo (FIA), mas que ainda tem força dentro da Ferrari.
    E quantos anos o Massa tem na F-1? Nove anos?
    A situação dele é completamente diferente da minha.

    ISTOÉ –

    Diferente como?

    NELSON ÂNGELO –

    Para ele, foi mais desagradável porque ele tem uma trajetória de vitórias e bons resultados, mas nessa temporada não vinha bem, apesar de ter um histórico na equipe pela qual compete. É chato ver alguém que chegou depois com a bola toda, como o Alonso, andando bem mais. E é isso que está acontecendo com o Massa.

    ISTOÉ –

    Essa é uma prática comum?

    NELSON ÂNGELO –

    Um pouco. Uma equipe da F-1 investe centenas de milhões de dólares, ela não quer assumir o risco de perder por um motivo besta, como o capricho de um piloto. Tudo é levado em conta pela equipe, que toma uma decisão final e os pilotos acatam. Mas ninguém gosta de receber uma ordem como a que o Massa recebeu.

    ISTOÉ –

    A atitude de Massa o surpreendeu?

    NELSON ÂNGELO –

    Ter deixado o Alonso passar não, mas a forma com que ele o deixou passar sim. Geralmente esse tipo de arranjo se faz de maneira mais sutil. No final de uma reta o piloto freia um pouco antes em uma curva, deixa o companheiro se aproximar e fazer a ultrapassagem. Tudo bem que em disputa pelo primeiro lugar fica mais difícil ser sutil, mas não precisava ser tão evidente. Aí o Massa me surpreendeu. Ele queria evidenciar o jogo de equipe da Ferrari para se mostrar, para causar um pouco de confusão. Porque a situação em si é normal. O código mais usado é o que a Ferrari usa, de que o companheiro está mais rápido que você.
    Massa entendeu, mas queria deixar claro que, por ele, não haveria ultrapassagem. A Ferrari jamais vai perder a oportunidade de aproximar um de seus pilotos dos líderes do campeonato. Se o Massa não quer que isso aconteça, ele precisa aceitar que está mais lento e correr. Trabalhar para ficar mais rápido que o Alonso. Não tem outro jeito.

    ISTOÉ –

    Você se dava bem com o Massa quando corria na F-1?

    NELSON ÂNGELO –

    Me dava bem tanto com ele quanto com o Rubens Barrichello. Os dois sempre me trataram muito bem, me davam dicas nos circuitos que eu conhecia menos, sentávamos os três juntos nas reuniões de pilotos. Era um clima gostoso.

    ISTOÉ –

    Mudou depois que o arranjo de Cingapura veio à tona?

    NELSON ÂNGELO –

    Mudou bastante. O Massa ficou muito chateado comigo porque ele acha, até hoje, que perdeu o campeonato de 2008 por minha causa. Não adianta argumentar que ele quebrou o motor na Hungria, que ele e a Ferrari cometeram erros. Fora que também faltou sorte para ele, né? Pelo amor de Deus, aquela última volta em Interlagos foi pura sorte do (Lewis) Hamilton (que foi o campeão) e azar dele. Mas ele continua muito chateado. Eu entendo, mas não sofro mais tanto com isso. Nunca mais conversei com ele.
    A gente se cruza de vez em quando, mas não temos contato.

    ISTOÉ –

    Você entrou na Renault como segundo piloto? Estava no contrato?

    NELSON ÂNGELO –

    Para ser bem honesto, não lembro de ter nenhuma claúsula desse tipo no contrato. Mas nas reuniões que antecedem os GPs sempre fica muito claro. A equipe estabelece um código que será usado para orientar um piloto a dar passagem ao outro, além de marcar os locais, geralmente dois, onde as ultrapassagens podem ser feitas. É o acordo de cavalheiros, é a palavra do piloto – não tem nada em contrato. Embora não conheça o contrato do Alonso e do Massa, acho muito difícil que haja uma cláusula como essa, até porque quando o campeonato começou o Massa estava em pé de igualdade com o Alonso. O máximo que tem por escrito é que os pilotos devem respeitar as ordens de equipe.

    ISTOÉ –

    Como fica a competitividade com o fato de haver o primeiro e o segundo piloto da F-1?

    NELSON ÂNGELO –

    Não acho certo um piloto dar passagem para o outro, mas também não acho um absurdo. A F-1 é um esporte de equipe. Vamos inverter a situação: se fosse o Massa que estivesse melhor no campeonato, o Alonso teria que dar passagem e não haveria discussão. A gente pode até imaginar uma equipe com um só piloto, mas economicamente fica complicado. Ela teria que trabalhar com metade do orçamento, metade do pessoal, não sei se daria certo, apesar de ser, teoricamente, viável.

    ISTOÉ –

    Mas não fica evidente para o torcedor que existe jogo de equipe.

    NELSON ÂNGELO –

    O torcedor ainda tem como referencial de competitividade da categoria a época do meu pai, que brigava com o Nigel Mansell dentro da mesma escuderia. A Williams estava dividida – eram dois times completamente separados dentro da equipe, com mecânicos e engenheiros que não se falavam. E o que aconteceu em 1986? Os dois perderam o campeonato para o Prost, da McLaren.
    A Williams tinha ganhado quase todas as corridas, mas o Prost, de pontinho em pontinho, acabou levando o título enquanto os dois brigavam.
    Hoje é evidente que o esporte se comercializou de um jeito que não permite mais esse tipo de brincadeira que pode custar o campeonato.

    ISTOÉ –

    A Ferrari é clara no jogo de equipe dela?

    NELSON ÂNGELO –

    Não só ela, todas as equipes são.

    ISTOÉ –

    De onde vem tanto nacionalismo brasileiro em um esporte tão individual como a F-1?

    NELSON ÂNGELO –

    O brasileiro tem uma paixão muito grande pelo Brasil. Quando você pode exibir o Brasil em um ambiente tão diferente como o da F-1, onde prevalecem os europeus, é natural que o torcedor se identifique mais com o piloto do que com a equipe. E para o piloto isso é importante. Eu posso dizer com conhecimento de causa: a Europa é um fim de mundo. Quem sai do Brasil para morar lá não come bem como aqui, não tem o clima, a praia, a família e os amigos. Então, não poder subir ao pódio representando o Brasil por causa de um acerto de equipe é tão frustrante para o piloto quanto para o torcedor. Poder levantar a bandeira é sensacional.

    ISTOÉ –

    Parte do problema está na forma como a F-1 é apresentada ao torcedor?

    NELSON ÂNGELO –

    É complicado apresentar a F-1 para o torcedor brasileiro. Ele está acostumado com o futebol, que todo mundo conhece mais.
    A F-1 é uma categoria mais restrita, fechada, cheia de boatos e segredos. Ela envolve muito, muito dinheiro, e poucas pessoas.
    É difícil passar essa complexidade para o torcedor. O (narrador) Galvão Bueno, por exemplo, faz o que pode, mas ele não é piloto. Quando o Luciano Burti, que foi piloto da categoria, comenta, as coisas ficam mais claras. Lógico, o Galvão é um narrador profissional, ele precisa falar para o povão e as pessoas estão acostumadas a ouvi-lo, mas muita coisa que ele diz não faz sentido. Ele adora dizer que fulano está pensando isso ou aquilo. É claro que ele não sabe o que passa na cabeça do fulano. Mas entendo o esforço para explicar a vida em um paddock chato como o de F-1.

    ISTOÉ –

    Como foi, para você, deixar a F-1 pela porta de trás?

    NELSON ÂNGELO –

    Errei. Ninguém sonha em sair da F-1 como eu saí, mas aconteceu. Agora virei a página. Tive minha experiência na categoria, tinha muitas expectativas, mas acabou. Me arrependo do que fiz, mas não vivi uma decepção com a categoria. Me coloquei em situação difícil, entre um ditador (Flavio Briatore) e o Alonso, mas é muito bom, muito rápido e muito esperto.

    ISTOÉ –

    Que tipo de esperteza?

    NELSON ÂNGELO –

    Todas. Ele é esperto o suficiente para ser legal com você e ganhar sua confiança para depois, na corrida, não ajudá-lo. Trabalha com a equipe, está sempre antecipando as estratégias dos outros carros e é extremamente focado no que interessa para ele.
    Ele sempre quer mais, pede mais, corre atrás, enche o saco e, se tiver força na equipe, consegue tudo.

  9. lucasdesiderato

    Video da Semana: http://gasolinaeborracha.wordpress.com/2010/08/09/video-da-semana-3/
    É o video de Senna “onboard” com Mansel, heheeh.

  10. Adrian Sutil descarta que a Force Índia possa repetir 2009, mas mostra muita confiança para GP da Bélgica
    “No ano passado, tivemos um carro incrível aqui, hoje não temos mais essa vantagem, mais temos chances muito boas em Spa e Monza, estamos perdendo para as outras equipes é na área do difusor”.

  11. F1, MONTADORAS E O SONHO PARA ENTRAR NESSE CIRCO.
    Norbert Haug, presidente da Mercedes-Benz:
    “Ainda estamos na F-1, ao passo que outras montadoras saíram, achamos que é um bom investimento, mesmo que nossos resultados não tenham sido positivos”.
    Villeneuve sobre a FIA.
    As inúmeras exigências da FIA para a escolha da equipe que vai entrar como times mais novos na F1 é que a FIA não aceita mais um fiasco da USF1 e da própria Hispania. declarou Villeneuve.
    “Estamos trabalhando muito duro sem saber realmente o que vai acontecer, é possível que nosso projeto seja o melhor, mesmo assim é possível que seja rejeitado”.

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