Lendas da Fórmula 1: Mike Hawthorn

Depois de algum tempo (na verdade, muito tempo), voltarei a falar de uma lenda da Fórmula 1. E hoje vou contar um pouco da história do primeiro inglês campeão na Fórmula 1, Mike Hawthorn, nascido no dia 10 de abril de 1929, em Mexborough.

Mike começou seu ciclo na Fórmula 1 em 1952 e sua primeira corrida foi na Bélgica, no lendário circuito de Spa-Francorchamps que tinha pouco mais de 14 km naquela época. Correndo em um carro alugado da Cooper, Mike consegue um ótimo quarto lugar em sua estréia na Fórmula 1. Duas corridas depois conseguiu também seu primeiro pódio na Fórmula 1, com um terceiro lugar no GP da Inglaterra. Um quarto lugar na Itália e Mike encerra um bom primeiro ano na fórmula 1 em quinto lugar no mundial com 10 pontos.

Em 1953, Hawthorn é chamado para correr pela Ferrari. Sua estréia na equipe italiana é no GP da Argentina, aonde chega em quarto lugar. Feito esse se repetiria na Holanda, segunda corrida pela equipe até vencer pela primeira vez pela Ferrari e na Fórmula 1 no GP da França, que foi realizado em Reims. Após a vitória, um quinto lugar na Inglaterra e dois terceiros lugares seguidos, um na Alemanha e outro na Suíça e encerra a temporada com 19 pontos e em quarto no mundial. Ainda pela equipe em 1954, consegue três segundos lugares (Inglaterra, Alemanha e Itália) antes de vencer sua segunda corrida na Fórmula 1, na Espanha. Encerra a temporada com 24.64 pontos e em terceiro lugar no mundial.

Sua temporada na Fórmula 1 em 1955 não foi boa e fica sem pontos. Porém, o ano ficaria marcado por outro fato: a tragédia das 24 horas de Le Mans de 1955. Hawthorn estava indo para os boxes a bordo de seu Jaguar quando, tentando evitar uma batida com o Austin-Healey de Lance Macklin, acaba atingindo a Mercedes do francês Pierre Levegh. Um grande estrondo acontece, com o carro de Levegh passando por cima de Macklin, bate em uma barreira e seu carro pega fogo, provocando a morte imediata do francês. Pedaços da Mercedes de Pierre voaram em cima do público e causou a morte de 82 espectadores e 76 foram mutilados. A Mercedes se retirou da prova, mas a Jaguar ficou e Mike acabou vencendo a prova junto com Ivo Bueb. Em um post especial, falarei mais detalhadamente sobre a corrida.

Em 1956, Mike consegue apenas um terceiro lugar na Argentina e só. Seus resultados em 1957 são um pouco melhores e consegue um quarto lugar na França, um terceiro lugar na Inglaterra e um segundo na Alemanha. Termina o mundial em quarto lugar, com 13 pontos. Em 1958, Hawthorn consegue seu primeiro e único titulo na Fórmula 1 com uma vitória na França, um terceiro lugar na Argentina, cinco segundos lugares (Bélgica, Inglaterra, Portugal, Itália e Marrocos), quatro poles (Bélgica, França, Alemanha e Marrocos) e cinco voltas rápidas (Mônaco, Bélgica, França, Portugal e Inglaterra). Nesse ano, voltas rápidas valiam 1 ponto e Mike soma 42 pontos. Neste mesmo ano tentou correr as 24 horas de Le Mans de novo, mas sem sucesso. Sai da Fórmula no fim do ano de 1958, mas morre no dia 22 de janeiro de 1959, em um acidente de carro na estrada A3 na passagem de Guildford, com apenas 29 anos de idade.

Na cidade inglesa de Farnham, aonde viveu e foi criado até a sua morte, existe uma avenida com seu nome: Mike Hawthorn Drive. Sua rápida passagem na Fórmula 1 ficou assim: 45 corridas, três vitórias, 18 pódios, 4 pole positions, 6 voltas mais rápidas, 112,6 pontos e um titulo em 1958, além da sua vitória nas 24 horas de Le Mans em 1955. Foi o primeiro inglês campeão de Fórmula 1. Sua morte é um tanto misteriosa. Mike teria visto o Mercedes de um colega, e sem pensar duas vezes, começou um racha. Na tentativa de ultrapassagem, perdeu o controle e se espatifou. O amigo sempre alegou que o encontro na estrada foi por acaso. Mike morreu antes que uma doença renal o consumisse e os seus médicos te deram pouco tempo de vida.

Publicado em setembro 3, 2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 19 Comentários.

  1. Pior que o Stirling Moss é mais lembrado que Mike Hawthorn,mesmo lembrando que em 1958 Hawthorn derrotou Moss

  2. é Mike é um campeão mundial não mto falado. E inusitada a história dele, se ele ja´sabia que a doença renal o mataria, será que ele não quis morrer do jeito q ele gostaria, correndo?

  3. muito interessante a história dele, sem contar também na participação dele em um dos maiores acidentes automobilisticos que já se tem noticia no mundo.

  4. Há ainda certos pilotos q não sei quem são campeões; Mike Hawthorn é um deles! rs

  5. Um grande campeão, mas esquecido.
    Isso é uma pena, pois queira ou não queira, a F1 esquece cada vaz mais dessa epoca, e pior, de varios campeões como ele.
    Temos outros campeões como ele, o Phil Hill, que acho que seja o mais esquecido campeão, tem o John Surtees, e de pilotos novos, o Mika Hakkinen, que apesar de 2 titulos, é quase esquecido, o Damon Hill, e temo muito o Jeson Button, mas espero que não.

    • Esquece de vários pilotos que morreram pilotando. As vezes eles são lembrados mundo a fora, mas muita gente que diz entender de F1 se você perguntar quem foi o primeiro campeão mundial de F1, quem foi Ronnie Peterson e etc. ninguém sabe. Tudo é Senna, Prost…

      • Daniel, até hoje eu não esqueço de uma com o Emerson, ele estava em um restaurante e um pai todo empolgado, levou seu filho para pedir um autografo, o garoto perguntou quais eram os títulos do Fittipaldi, Emerson, falou que tinha sido campeão da Indy, vencido duas vezes as 500 molhas de Indianápolis, tinha sido duas vezes vice campeão e que tinha dois títulos na Formula Um, e o garoto que era da geração Senna, que já tinha três títulos mundiais, falou alto ” Só isso”, não sei quem ficou pior se o Emerson ou o pai do garoto.

        • Pois é, Emerson é muito idolatrado fora do que no Brasil. Muita gente acha que ele fez pouco, que 14 vitórias é pouco mas tem pilotos por ai que queria ter ao menos 1 vitória. E acho que muita gente não deve saber que Emerson foi o primeiro brasileiro a vencer uma corrida na Fórmula 1.

          • Se tem um piloto que eu gosto é o Emerson Fitipaldi, tanto como esportista, e “gente”.
            Mas é como você disse, só sabem desses mesmo, o Prost, Senna….só esse dois mesmo aqui no Brasil.
            Eu já lembro de varios, principalmente dos anos 70 do Jackie Steawart, o Emerson mesmo, Niki Lauda, o Clay Regazzoni entres outros….

            Abraços

  6. Daniel, muito obrigado por manter viva a memória da F1.
    Olhar um piloto, pronto para correr, com aquele capacete me da medo, olhar para os carros sem proteção nenhuma para o piloto, olhar o tamanho do motor, olhar para a banheira de combustível em volta do piloto, e os pneus quase de bicicleta? Para comparar com o risco de vida, era como disputar uma roleta russa com três balas em um revolver com o tambor de seis balas.

    • Pois é Felix, os carros eram inseguros demais. Qualquer batidinha era ou quase ou fatal. Nem macacões os pilotos usavam, era uma calça e uma camisa como se fosse um motorista mesmo. E Felix, obrigado pelo obrigado rsrs fico feliz que as pessoas se interessam nas histórias de pilotos e da F1 antiga em geral.

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