Lendas da Fórmula 1: Jo Siffert

Depois de muito tempo, volto aqui a fazer o Lendas da Fórmula 1. E, a pedidos de vários amigos e comentaristas do blog, o homenageado de hoje será o suíço Jo Siffert. O suíço nasceu em Friburgo, no dia 7 de julho de 1936. Jo era filho de um empresário do ramo de laticínios e iniciou sua carreira no mundo da velocidade ainda nas motos, sendo campeão nacional em 1959 das 350 cc, mas mudou-se rapidamente para os carros de quatro rodas.

Sua carreira na Fórmula 1 começou em 1962, pilotando um carro da Team Lotus-Coventry Climax, de quatro cilindros, depois indo para a Scuderia Fillipinetti, de origem suíça, que utilizava um Lotus 21. Inicialmente, ele tentaria se classificar para o GP de Mônaco, mas acabou não conseguindo. Porém, sua estréia seria feita na corrida seguinte, em Spa-Francorchamps. Ele chega em décimo lugar, três voltas atrás de Jim Clark, o vencedor da corrida. Depois disso, um décimo segundo lugar na Alemanha, em Nurburgring, e nada mais. Seu ano de estréia foi sem pontos.Já em 1963, Siffert resolve formar sua própria equipe, denominada de Siffert Racing Team, usando um  Lotus 24. Mas desta vez, ele conseguiu marcar seu primeiro ponto na Fórmula 1, no GP da França, realizado em Reims, após chegar em sexto lugar. Seus outros resultados no ano foram um sétimo lugar na Holanda, além de dois nonos lugares, um na Alemanha, e outro no México.

Para 1964, ele continua em sua própria equipe, conseguindo um bom quarto lugar em Nurburgring, e logo é contratado para pilotar na Rob Walker Racing Team, aonde consegue então seu primeiro pódio na Fórmula 1, no GP  dos Estados Unidos, em Watkins Glen. Com sete pontos totalizados, o suíço ficou em décimo lugar no mundial de pilotos. Já a partir de 1965, Siffert correria somente nos carros de Rob Walker, que usava o chassi da Brabham, o BT11. Neste ano, Siffert conseguiu fazer uma temporada regular, com dois sextos lugares, um em Mônaco, e outro na França, em Charade. Também conseguiu um bom quarto lugar no GP do México. Somou cinco pontos ao todo, ficando em décimo segundo lugar no mundial. No ano seguinte, ainda na equipe de Rob, Siffert consegue pontuar em apenas uma corrida, essa sendo o GP dos Estados Unidos, após chegar em quarto lugar.

Já em 1967, sua equipe decide trocar de vez o chassi BT11 da Brabham pelo chassi T81, da Cooper. A equipe também troca os motores BRM V8 pelo Maserati V12. Com isso, Siffert consegue dois quartos lugares, um na França, em Le Mans, e outro nos Estados Unidos. Somou 6 pontos, ficando em décimo segundo lugar no mundial. Em 1968, o ano não começa bem, e sua equipe resolve trocar o chassi T81 da Cooper pelo 49 da Lotus, até trocarem pelo 49B. Sendi assim, Siffert conseguiria então sua primeira vitória na Fórmula 1, no Grande Prêmio da Inglaterra, em Brands Hatch, após um belo duelo com Chris Amon, o famoso piloto azarado, que pilotava pela Ferrari naquele ano. Ainda marcou a volta mais rápida da corrida. Também fez a volta mais rápida do GP do Canadá, mas abandonou a corrida na volta 29, por causa do vazamento de óleo de seu carro. Nos Estados Unidos, consegue um quinto lugar, até chegar no México, aonde fez sua primeira pole na Fórmula 1. Faz a volta mais rápida da corrida também, mas chegou em sexto. Com isso, ele soma 12 pontos, ficando em sétimo no mundial.

Em 1971, Siffert decide se mudar então para a BRM, que tinham por lá também, o talentoso mexicano Pedro Rodriguez. Siffert somaria seus primeiros pontos pela equipe com um sexto lugar na Holanda, além de um quarto lugar na França. Porém, Pedro, seu companheiro de equipe, morreria em um acidente fatal automobilístico, mas fora da Fórmula 1. Quem substituiu o piloto na BRM foi o britânico Peter Gethin, que estava na McLaren. No dia 15 de agosto, Siffert venceria sua última corrida na Fórmula 1,na Áustria, com Emerson Fittipaldi em segundo. Ainda consegue um segundo lugar nos Estados Unidos, somando 19 pontos no fim do campeonato, terminando o mundial em quinto lugar.

Porém, Siffert morreria em um acidente fora do campeonato, em Brands Hatch, local que lhe deu a primeira vitória na Fórmula 1, no evento, que era denominado Victory Race. Na largada, Siffert, que era o pole, se tocou com o March de Ronnie Peterson na largada, danificando a suspensão do carro. Na 12ª volta, a suspensão se partiu, fazendo o carro bater e virar ao contrário. O carro começou a pegar fogo, e o suíço não conseguia sair do carro. Para piorar a situação, os extintores não funcionavam. Siffert morreu por falta de oxigênio e inalação de fumaça tóxica, aos 35 anos de idade. Seu funeral, que aconteceu em Friburgo, aonde nasceu, foi acompanhado por 50 mil pessoas. Um Gulf-Porsche 917, da equipe de John Wyer, acompanhou o cortejo. Em 2005, o diretor Men Lareida criou um documentário de 90 minutos sobre sua vida: Jo Siffert – vida rápida, morte jovem.

Curiosidades e informações: Na Fórmula 1, Jo Siffert disputou exatamente 100 corridas, com duas vitórias, duas poles, 6 pódios, 4 voltas mais rápidas, tendo somado 68 pontos em sua passagem na Fórmula 1. Sua vitória em Brands Hatch, em 1968, foi a última de uma equipe privada na Fórmula 1. Jo Siffert também brilhou muito em corridas de longa distancia, correndo em carros da equipe Porsche. Venceu competições importantes como as 24 horas de Daytona, 12 horas de Sebring, 1000 km de Nurburgring, quase tudas, menos as 24 horas de Le Mans. Como naquela época era comum, Siffert corria na Fórmula 2, além da Fórmula 1, pela BMW. Após sua morte, a antiga FIA, que era chamada de CSI, obrigou que todas as equipes colocassem extintores dentro dos carros, além de um tubo de oxigênio, diretamente ligado aos capacetes dos pilotos. Era carinhosamente chamado de Seppi pelos seus amigos e familiares.

Mais fotos de Seppi:

Esse carro acima, era o que Siffert usou em Spa, quando teve a grande sorte de sair da pista e não cair.

Acidente Fatal em Brands Hatch!

Videos:

Queria agradecer ao Rianov, do blog http://f1nostalgia.blogspot.com/, por me mandar parte do material deste post.!

Publicado em outubro 16, 2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 27 Comentários.

  1. Paulinho Buffara Farah

    Danjel , parabéns sobre o artigo com Jo Siffert! Valeu o interesse. Abraço!

  2. Òtimo post Daniel, muito bom para quem – como eu – não conhece o Stifert.

  3. belas fotos camarada, Jo Siffert foi um grnad epiloto dos tmepos romanticos da F1 e do tempo que onde tinha uma corrida, que fosse de turismo ou F1,ele estava. boa lembrança.

  4. É ironia do destino o Siffert ter morrido no auge da carreira.

  5. É ironia do destino o Siffert ter morrido no auge da carreira.

    Aliás,1971 foi a ultima temporada decente da BRM.

  6. Grande Homenagem, Daniel, muito legal ver.
    Não sabia muito dele não, mas gostei muito do capacete dele.

    Abraços

  7. Paulinho Buffara Farah

    Vale a pena ver no You Tube o Tributo a Jo Siffert . Abraços!

  8. Fernando Kesnault

    Bom post, belas fotos, obrigado. O capacete do Siffert é um belo exemplo de como os pilotos tinham boas inspirações, os de hoje nem isso…

  9. have you ever tried avast antivirus before?

  10. you should use a weight loss calculator

  11. Sobre o capacete de Jo Siffert, ele lembra muito o de Clay Regazzoni, também suíço, apesar deste último ser praticamente um italiano. Sem dúvida que os capacetes dos pilotos de antigamente tinham mais, digamos, “personalidade”.
    Daniel, você já escreveu algo sobre as “lendas” Ronnie Peterson ou Gilles Villeneuve? São dois “campeões sem títulos” da história da F1. Fica a sugestão. Parabéns pelo ótimo trabalho.

  12. Hercules Barbon

    Na verdade o Regazzoni adotou a cruz no capacete somente em 74, se não me engano, no seu retorno a Ferrari. Prova disso é a foto da largada do GP da Austria de 71 constante nessa matéria, onde em primeiro plano se vê o poleman – Siffert, ao se lado Stewart e logo após stewart, em quarto, a Ferrari nº 5 do Regazzoni e pode-se ver a diferença do capacete.

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