Review 1982 – As máquinas e seus “maquinistas”

A partir de hoje, começo minha saga de escrever sobre a temporada de 1982 da Fórmula 1. E para começar falando sobre ela, vamos falar antes das equipes, carros e pilotos que foram os protagonistas durante a temporada. Segue as fotos dos carros, e nas ‘legendas’, colocarei os pilotos que as guiaram:

Brabham: A equipe, campeão de pilotos com Nelson Piquet no ano anterior, era uma das favoritas para conquistar o titulo. O companheiro de Piquet na temporada de 1982 foi o italiano Riccardo Patrese, vindo de uma boa temporada pela Arrows em 81. Durante o ano, a equipe utilizou os seguintes chassis: BT49C, BT49D e BT50. A equipe também utilizou dois motores, um sendo o tradicional Ford Cosworth e o BMW Turbo, que se transformaria no motor oficial da equipe no restante da temporada de 1982 até 1987.

 

Tyrrell: A tradicional equipe começava a dar sinais de decadência com o passar dos anos. Para 1982, a equipe utilizou apenas um chassi, o 011, mas a equipe teve uma grande variação de cores em seus carros durante a temporada. O motor usado foi o Ford Cosworth. O piloto principal da equipe, o italiano Michelle Alboreto, teria como companheiro o sueco Slim Borgudd, que fez uma boa temporada no ano anterior pela ATS, mas que foi substituído pouco tempo depois pelo britânico Brian Henton.

 

Williams: A equipe de Frank Williams, ao contrario da Tyrrell, começava a se firmar de vez entre as grandes da Fórmula 1. A prova disso foi o título de pilotos com Alan Jones em 1980, além dos títulos de construtores de 1980 e 1981. Seus pilotos foram Keke Rosberg, vindo da equipe Fittipaldi, o argentino Carlos Reutemann, o americano Mario Andretti e o irlandês Derek Daly. A equipe correu com os chassis FW07C e FW08, equipados com motores Ford Cosworth.

 

McLaren: A equipe só não veio de uma temporada horrível de 1981 por causa de John Watson. O irlandês foi mantido na equipe para 1982. O italiano Andrea de Cesaris, que deu um tremendo prejuízo a equipe na temporada passada arrebentando vários chassis, é demitido e em seu lugar vem o austríaco Niki Lauda, que tinha se afastado da Fórmula 1 em 1979 quando corria pela Brabham. A equipe inglesa correu com o chassi MP4/1B, que era equipado com motor Ford Cosworth.

 

ATS: Ao contrário das primeiras equipes citadas, a ATS é de origem alemã. A equipe, além de ser marcada por se pouco competitiva na Fórmula 1, também teve os pilotos mais “palhaços” da categoria. Em 1982, a equipe teve como pilotos o alemão Manfred Winkelhock e o chileno Eliseo Salazar. A equipe usou chassi D5 e motor Ford Cosworth durante toda  a temporada de 1982.

 

Lotus: A equipe chegou a temporada de 1982 disposta a esquecer a fraquíssima temporada do ano anterior. O italiano Elio de Angelis e os ingleses Nigel Mansell e Geoff Lees, que participou de uma corrida pela equipe, além de Roberto Pupo Moreno, participando de uma pré-classificação. A equipe voltou de vez com os carros pretos com o patrocínio da John Player Special, que saiu da equipe em 1979, mas que voltou da metade de 1981. A equipe utilizou os chassis 87B e o 91, além de utilizar os tradicionais motores Ford Cosworth.

 

Ensign: Uma das equipes mais fracas da Fórmula 1, a equipe britânica disputou toda a temporada somente com o piloto colombiano Roberto Guerrero, que também não fez muita coisa na Fórmula 1. Para tentar ao menos um pontinho no ano, a equipe correu a temporada com os chassis N180B e N181, além de utilizar os motores Ford Cosworth, como a maioria das outras equipes.

 

Renault: A equipe francesa, que chegou na Fórmula 1 em 1977, começava a aparecer no grupo das equipes grandes da Fórmula 1, querendo se firmar como uma grande em 1982. A equipe francesa é a segunda desta lista que utilizou motores turbo fabricados pela própria Renault, batizados de Renault-Gordini EF1, Além de utilizar o chassi RE30B. Para tentar o titulo da temporada, a equipe contava com dois pilotos franceses Alain Prost e René Arnoux.

 

March: A equipe, que saiu da Fórmula 1 no fim de 1977 por causa de péssimos resultados, retornou a categoria em 1981, e com resultados horríveis diga-se de passagem. Tentando ao menos marcar algum pontinho em 1982, a equipe correu com quatro pilotos: o experiente alemão Jochen Mass, o inglês Rupert Keegan, o brasileiro Raul Boesel e o espanhol Emilio de Villota. A equipe utilizou o chassi 821 e motores Ford Cosworth. O patrocínio oficial da equipe foi a marca de cigarros Rothmans, mas o espanhol Emilio correu com carro patrocinado pela LBT.

 

Fittipaldi: A única equipe brasileira da Fórmula 1, que fez uma temporada horrorosa em 1981, queria se recuperar em 1982, marcando pelo menos alguns pontos.  A equipe, que sofreu por falta de apoio e dava sinais fortes de falência, correu apenas com o piloto brasileiro Chico Serra durante a temporada. A equipe utilizou dois chassis: F8D e o F9, equipados com motores Ford Cosworth.

 

Alfa Romeo: Italiana como a Ferrari, a equipe tentava em 1982 resolver um dos maiores problemas do carro: A confiabilidade. Apesar de ser até rápido os carros da equipe quebravam muito. Em 1982, tentando resolver tal caso, a equipe correu com quatro chassis: 179D, 182, 182B e 182T. Além disso, utilizou dois motores que a própria empresa fabricava: O Alfa Romeo 1260, versão sem turbo, e o 890T, versão com turbo. Seus pilotos foram os italianos Andrea de Cesaris e Bruno Giacomelli.

 

Ligier: A equipe francesa, que fez uma boa temporada em 1981, brigando pelo titulo de pilotos com o francês Jacques Laffite, entrou em 82 com o objetivo de continuar competitiva. Para isso, a equipe manteve Laffite e contratou o talentoso piloto norte-americano Eddie Cheever. Durante o ano, a equipe utilizou dois chassis: JS17B e JS19. A equipe continuou usando motores Matra, que era um motor sem turbo.

 

Ferrari: A tradicional escuderia italiana entrou como forte candidata ao titulo em 1982. A equipe correu com um único chassi, o 126C2. Assim como Alfa Romeo, Brabham e Renault, a equipe correu com motores turbo, sendo o seu nomeado de Ferrari 021. A combinação era de um carro muito rápido, mas perigoso. A equipe teve quatro pilotos durante o ano: O canadense Gilles Villeneuve e o francês Patrick Tambay correram no carro 27, e o francês Didier Pironi e o ítalo-americano Mario Andretti correram no carro 28.

 

Arrows: Vinda de alguns bons resultados no ano anterior, a equipe parecia crer em um melhor ano em 1982. Os chassis que a equipe utilizou foram o A4 e A5, equipados com os tradicionais Ford Cosworth. Os pilotos da equipe durante a temporada foram o inglês Brian Henton, o suíço Marc Surer e o italiano Mauro Baldi.

 

Osella: A pequena e fraca equipe Osella queria, ao menos, marcar um pontinho na temporada de 1982, já que a equipe mesmo já sabia que não tinha chances para obter resultados melhores do que os que já vinha obtendo (fracos, diga-se de passagem). Para a temporada, a equipe correu com os chassis FA1C e FA1D (a foto do carro com o patrocinio PL3 não é deste ano, mas serve para destacar um dos chassis utilizados pela equipe), equipados com motores Ford Cosworth. Os pilotos da equipe foram o experiente francês Jean-Pierre  Jarrier e o jovem italiano Ricardo Paletti.

 

Theodore: A fraca equipe de Hong Kong, que chegou a ganhar uma corrida na Fórmula 1, em uma prova extra-campeonato, queria ao menos marca um ponto, já que as condições da equipe não permitiam mais que isso. Durante o ano, a equipe correu com dois chassis: O TY01 e TY02, equipados com o Ford Cosworth. Para somente um carro, a equipe utilizou quatro pilotos: os irlandeses Derek Daly e Tommy Byrne, o holandês Jan Lammers e o britânico Geoff Lees.

 

Toleman: A equipe britânica estava disposta a esquecer a temporada horrível de estréia que fez em 1981. Durante a temporada de 1982, a equipe utilizou 3 chassis: TG181B, TG181C e TG183. A Toleman, assim como Brabha, Alfa Romeo, Renault e Ferrari, aderiu aos motores turbos e os carros da equipe foram equipados com o Hart 415T L4T. Seus pilotos para a temporada foram Derek Warwick e o italiano Teo Fabi.

No próximo post da série, falarei sobre a primeira corrida, na África do Sul, aonde aconteceu também o primeiro protesto da temporada.

 

Obs.: Créditos ao Marcos, do blog GP Séries e ao Rian, do F1 Nostalgia por mandarem algumas fotos para ajudar no post. Cliquem nos links e visitem o blog deles.

Publicado em novembro 22, 2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Maravilha de post… Nunca houve uma Brabhan feia, assim como Williams.

  2. é tb gosto das Brabham de 79 até 86, carros lindíssimos. E a Lotus com o patrocínio da JPS também é linda!

    e valeu pelos os créditos camarada! abraços!

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