Review 1982 – San Marino: O GP das guerras

Agora, vou escrever uma das partes mais esperadas sobre o Review da temporada 1982 da Fórmula 1. O GP de San Marino, infelizmente, ficou marcado pelas guerras, tanto nos bastidores, quanto até mesmo na pista, e é o que vou contar agora para vocês.

Apesar de muito tempo, as equipes da FOCA ficaram muito revoltadas ainda com as desclassificações de Piquet e Keke Rosberg, no GP do Brasil, que aconteceu no Rio de Janeiro, alegando que tais desclassificações eram uma maneira dos chefões da Fórmula 1 apoiar as equipes da FISA, que eram a equipes com motores turbo: Ferrari, Alfa Romeo e Renault.

Sendo assim, as seguintes equipes resolveram boicotar o GP de San Marino: Brabham, Williams, McLaren, Lotus, Ensign, March, Fittipaldi, Ligier, Arrows e Theodore. Com isso, somente sete equipes participariam da corrida: Ferrari, Renault, Alfa Romeo, Osella, ATS, Toleman e Tyrrell, por causa dos patrocinadores da Itália que patrocinavam o piloto “da casa”, Michelle Alboreto.

Nos treinos, Renault e Ferrari dominaram, com a equipe francesa a marcar a pole com René Arnoux, com Alain Prost ao seu lado na primeira fila. Atrás dos dois vieram à dupla da Ferrari, com Gilles Villeneuve em terceiro e Pironi em quarto. Na terceira fila estavam a Tyrrell de Michelle Alboreto e a Alfa Romeo de Bruno Giacomelli.

Na largada, as posições se mantiveram alteradas, até que as Ferraris superassem Prost ainda nas primeiras voltas. O francês abandonou na sexta volta com o motor quebrado. Então, restou a René Arnoux se segurar a frente das Ferraris, que o acompanhavam de perto, e que iam trocando de posições durante uma prova muito chata, até que, na volta 44, René Arnoux é obrigado a abandonar com problema no turbo de seu carro.

Gilles Villeneuve e Didier Pironi, então, assumiram a ponta da corrida, para delírio da torcida. O chefe de equipe da Ferrari, Mauro Forgheri, decidiu que as posições tivessem que ser mantidas, e mostrou uma placa que mostrava “+46 SLOW”, que significava que os dois carros já podiam entrar no ritmo de “levar para casa”.

Porém, Pironi achava que deveria ser ele o vencedor da corrida, e aproveitando a diminuição do ritmo do canadense, Pironi passou pra liderança, surpreendendo Gilles que se sentiu traído naquele momento. Com isso, um duelo ferrenho pela liderança da prova se iniciou e durou até as últimas voltas, com ultrapassagens feitas nos limites, como se fosse briga de cão e gato. A uma volta pra o fim, Gilles era o líder da prova, mas Pironi decide surpreender a todos mais uma vez, ultrapassando Villeneuve a poucos metros para o final da prova e vencer.

O terceiro colocado da corrida, Michelle Alboreto, da Tyrrell, estava a mais de 1 minuto atrás da dupla da Ferrari. Jean-Pierre Jarrier, da Osella e Eliseo Salazar, da ATS, ficaram nas posições pontuáveis restantes. Manfred Winkelhock, companheiro de equipe de Salazar, chegou em sexto, mas seu carro foi desclassificado por estar abaixo do peso permitido. Sua posição ficou vaga.

No pódio, uma das imagens que ficaram marcadas na temporada e até mesmo na Fórmula 1: Um Pironi feliz, festejando sua primeira vitória na temporada e pela Ferrari, dividiu o pódio com um decepcionado, frustrado e triste Gilles Villeneuve, que se sentiu traído pela atitude do francês na corrida. Um tempo depois da corrida, Gilles disse que nunca mais falaria com Pironi enquanto fosse vivo, o chamando até mesmo de inimigo.

Restava a Ferrari agora tentar fazer com que o ‘incidente’ não pudesse tomar um rumo trágico, mas infelizmente, não foi isso que aconteceu e que vou contar para vocês na próxima postagem da série.

Publicado em novembro 30, 2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 9 Comentários.

  1. Boa postagem, Daniel!

    Essa briga foi de cão e gato!

    E o detalhe para a diferença entre os carros Ferrari. Enquanto Villa ia sem aerofólio dianteiro, Didier andava com um…

    Abraços

  2. Rapaz, se tem o aval do Rianov, quem sou eu pra dizer outra coisa? Que maravilha!

  3. grande post, realment enunca reparei nesse detalhe dos carros. Gilles er amais porr alouca mesmo, ia sem aerofolio mesmo!kkkk

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  5. Esses caras precisão saber das coisas antes de falar po , Gilles Villeneuve não tinha espiler porque era uma outra solução aerodinamica até eu que sou mais nova sei disto kkkk

  6. Meus caros amigos de f1 ontem e hoje ja deu para perceber que eu sou fanatica pelo genio louco Gilles Villeneuve e o defendo com unhas e dentes mesmo,agora que tal voçês publicarem fotos inedita do super Gilles em ação.

  7. Eu queria dar a minha humilde opinião sobre o que aconteceu naquele fim de semana macabro em zolder,eu nem era nascida mais vendo aquelas imagens horriveis(a insanos que dizem que é espetacular) eu tenho a impresão que Jochen Mass é quem traz a march para o meio do traçado e Gilles Villeneuve se atira bem antes porque o traçado normal para quem estava rapido era direito,Mass tinha que ter dado o lado direito mais o que parece é que este queria dar o esquerdo ( ou seja o lado errado) e mais agora passado estes trinta anos chegaram a cogitar falha nos freios da ferrari de Villeneuve isto não é grave gente? Villeneuve não esperava aquela postura de Mass.

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