Review 1982 – A segunda tragédia do ano e a vitória de Piquet

A temporada de 1982 era, sem duvidas, a mais turbulenta durante aqueles anos. Guerras entre equipes e chefes da Fórmula 1, a morte de Gilles Villeneuve, e várias coisas que só faziam a temporada ficar mais tensa. A Ferrari, que só corrida com Pironi desde a morte de Gilles, contratou o Frances Patrick Tambay, que só estrearia na corrida seguinte a do Canadá. No Canadá, ainda na fase de pré-classificação, dois brasileiros chamaram a atenção de todos.

Chico Serra, da equipe Fittipaldi, e Raul Boesel, da March, tiveram uma discussão que, se não fossem o pessoal presente nos boxes, acabaria mal, já que ambos já estavam saindo “na porrada”. Chico Serra alegou que Boesel o atrapalhou de propósito quando o mesmo iria fazer um tempo para poder se classificar para o grid, e Boesel negou que tenha feito de propósito.

No final da historia, Boesel conseguiu se classificar para poder correr e Chico Serra ficou mais uma vez somente na pré-classificação. Nos treinos, Pironi acabou fazendo a pole, e dividira a primeira fila com René Arnoux, da Renault. Na segunda fila estavam Alain Prost, também da Renault e Nelson Piquet, da Brabham.

Na terceira fila se encontravam o italiano Bruno Giacomelli, da Alfa Romeo, e John Watson, da Mclaren. Na quarta fila estavam Keke Rosberg, da Williams e Riccardo Patrese, da Brabham e na quinta fila encontravam-se Andrea de Cesaris, da Alfa Romeo, com Elio de Angelis, da Lotus.

No dia da corrida, o semáforo que fica responsável por liberar a largada, demorou mais que o normal, e Didier Pironi, o pole, deixou o motor de sua Ferrari morrer. Quando finalmente foi liberada a largada, alguns carros conseguiram passar pela Ferrari, mas Raul Boesel tocou de raspão no pneu traseiro esquerdo da Ferrari do francês. O March do brasileiro ficou no caminho da ATS de Salazar e do March de Jochen Mass.

Os três bateram, mas não sofreram nada de grave. Quando se imaginava que todos os pilotos tinham se desviado da Ferrari, o italiano Ricardo Paletti, da Osella, bateu forte na traseira do carro de Didier Pironi, a 180km/h, atirando-o contra o Theodore de Geoff Lees. O italiano estava com graves ferimentos no tórax e encontrava-se inconsciente em seu carro, preso contra o volante.

Didier Pironi e o médico da FIA, que na épica era o Dr. Sid Watkins, chegaram ao carro de Paletti rapidamente, mas, quando Dr. Sid se debruçou sobre os destroços do carro, o combustível que tinha vertido do depósito completamente cheio incendiou-se, envolvendo o carro em um mar de chamas. Pilotos, fiscais, e quem estavam na pista tentava apagar o fogo, até conseguirem. Paletti é retirado do carro e levado para um hospital de helicóptero, mas ao entrar no hospital, já estava sem vida. O piloto não morreu pelo fogo, mas sim pela forte pancada que levara no tórax quando bateu seu carro.

Depois de tudo, foi dada uma nova largada, e René, seguido por Prost, largaram na frente, seguidos por Piquet, Watson e Lauda. Piquet se livra rapidamente de Prost, e na nona volta, ultrapassa René Arnoux, assumindo a liderança da corrida. Pironi, que foi aos boxes pouco tempo depois da re largada, perdeu muito tempo lá, e acabou voltando muito atrás. Lá na frente, Piquet ia ‘sentando a bota’ com René Arnox, Prost, Watson e Patrese, que largou em oitavo.

Na décima sétima volta, Lauda abandonou a corrida com problemas no carro. Riccardo Patrese conseguiu ultrapassar Watson, e foi à caça das Renault’s, até que na volta 28, Arnox bateu e abandonou. Duas voltas mais tarde, Prost abandonaria com o motor quebrado. Sendo assim, Piquet continuava em primeiro, agora com Patrese em segundo, Watson em terceiro, de Angelis em quarto, Surer em quinto e de Cesaris em sexto.

Pironi, que ficou com a corrida prejudica graças ao tempo perdido nos boxes, estava recuperando posição, e era o carro mais rápido na pista. Mas, justamente por causa da parada desastrosa, Pironi já estava a 3 voltas de Piquet. Patrese estava rápido também, e tentava se aproximar do brasileiro, mas recebeu ordens de Bernie Ecclestone para que andasse ‘mais degavar’ para que Piquet vencesse a corrida, pois o italiano já tinha vencido no ano (em Mônaco).

Após o desastre do começo e de 70 voltas, Piquet finalmente consegue sua vitória em 1982 com seu Brabham-BMW. Riccardo Patrese, com o Brabham-Ford, chegou em segundo, formando assim a esperada dobradinha da equipe no ano. Acompanhando os dois pilotos da Brabham no pódio estava John Watson, da McLaren. Os outros lugares pontuáveis ficaram com de Angelis, Marc Surer e Andrea de Cesaris.

Aliás, os dois últimos não chegaram até o fim da corrida, pois ambos ficaram sem gasolina uma volta antes do final da prova. Pironi, que teve problemas durante a corrida, chegou em nono, a três voltas de Piquet. Mesmo assim, o piloto ainda vez a volta mais rápida da prova. Porém, devido a morte de Paletti, o champagne não foi aberto.

Depois da tragédia e da vitória de Piquet no Canadá, a Fórmula 1 retornaria a Europa, agora com destino a Holanda. Vou contar tudo sobre esta corrida no próximo post da série.

 

Publicado em dezembro 11, 2010, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 10 Comentários.

  1. esse GP foi bizarro demais, primeiro a porrada entre Boesel e Serra; depois a fatalidade com o Paletti e depois a corrida ter continuado, mostrando q na epoca a F1 continuava sobre quaisquer circunstancias…

  2. Incrível e trágica corrida…

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