Uma ‘namorada’ chamada Fórmula 1

Viver a mais de 300km/h, dando várias e várias voltas em uma mesma pista, em um esporte em que muitos de nós querem ao menos praticar uma vez na vida, mas somente quem tem dinheiro pode. Afinal qual a graça disso tudo?

A admiração de um esporte o qual não é somente a velocidade, mas a preparação fisica e mental do cara que está ali para tentar levar seu carro até a melhor posição possivel. Ficar mais de 1 hora as vezes em um calor infernal, ou as vezes no meio de um temporal, podendo ali simplesmente bater em um muro e sua vida acabar. Não, não quero que aconteça, mas isso já aconteceu e muito.

Desde já, começamos a criar nossos idolos e, como se fosse no futebol, me juntaria aos milhares de fãs desse mesmo piloto para provocar torcedores de um piloto rival. Isso também vale principalmente para as equipes. Em determinados lugares, a torcida de uma equipe chega a se comparar com de um time de futebol, como a torcida da Ferrari na Itália por exemplo.

Em um esporte tão caro, tão arriscado e as vezes sem graça, parece que não existe um pouco de humor ali. Mas engana-se quem acha isso. Situações engraças são frequentes, não com pilotos contando piadas, ou quase caindo de uma escada, mas esse pódio de Imola em 1989 por exemplo, que pode ter sido um mico também, mas não deixou de ser engraçado pela situação. Para quem acha que não existem pilotos educados somente por serem ricos, recomendo que conheçam Jenson Button e Keke Rosberg.

Mas, existe também o lado cruel da Fórmula 1. O lado do interesse, aonde o dinheiro fala mais alto que o talento, os escândalos de vários tipos, o jogo de equipe, coisas que sujam o nome da categoria e as vezes da vontade de simplesmente parar de ver. Mas já foi pior, aliás, muito pior. Exigir ética na Fórmula 1 é que nem pedir somente politicos honestos no Brasil e em qualquer lugar. Mas, assim como uma namorada, agente se revolta por um dia mas no outro a paixão volta.

Existe um lado trágico, o lado que infelizmente deixa sequelas e pode levar nossos idolos dessa vida para outra. Mas, em um esporte aonde se corre a 300km/h contra mais de 20 carros, em qualquer circuito, tudo pode acontecer. Infelizmente, alguns não se salvaram, mas outros conseguiram viver e ainda correr. O caso de Lauda em 1976, por exemplo, relata essa loucura que esses homens tinham na cabeça, que podiam correr sem estar 100%. Amor a velocidade? Ganancia? Fome de titulos? Posso dizer que todos esses fatores andam juntos na cabeça desses caras.

Enfim, Fórmula 1 é que nem namorada mesmo. Amamos muito, as vezes acontece algo que nos dá vontade de desistir de tudo mas ao final das contas sempre voltamos a ama-la e pretigia-la.

Publicado em janeiro 10, 2011, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 11 Comentários.

  1. muy lindo, tienes razón, la f1 es un deporte muy difícil de llegar para muchos pilotos, hay que tener mucho dinero si no encuentras quien te ayude, hay muchas intrigas, muchos egos, pero en fin… en mi caso, la formula 1 es más importante que el futbol jajajaj.. es mas no me gusta el futbol😄.

  2. A Fórmula 1 é maravilhosa, apaixonante e viciante. Uma droga “perigosa, porém inofensiva”. Boa comparação amigo!

  3. Ótimo post! Muito bom e numa boa hora, começo de ano!
    E também gostei do “cabeçalho” (não sei o nome disso)! Ficou muito bom, profissional.

  4. Alguém tem o link do vídeo do pódio citado acima, que foi um mico? Procurei e não achei.

  5. belo texto rapaz, mtobem feito! Tb concordo que a F1 é como se fosse aquela namorada que as veze sé chata, mas a gente ama de paixão!

  6. Baixou a veia poética Daniel? Lindo post.

  7. Belo texto heim.
    A paixão por essa minha namorada já é meio antiga, desde pequeno, acostumado pelo meu pai.
    Assim como devem haver outros aqui, tentei começar no kart, mas não há quem sobreviva sem um apoio sólido ou uma família rica.
    Quem sabe sonhando alto eu nao seria mais um “Alain” a marcar história, hehe.
    Brincadeiras a parte(da ultima frase), mesmo estando mais entediante que nunca, é como um namoro: Quando você gosta de verdade, pode até ser péssimo, mas você continua lá, firme e forte, com o relacionamento, torcendo e torcendo.
    torcendo também pra quem sabe, se tornar menos entediante.

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