Falando de Gilles

Gilles Villeneuve, um dos pilotos mais rápido, talentosos, arrojados, carinhosos e simpáticos da Fórmula 1. E também um cara honrado, pois indicado para seu patrão por nada mais e nada menos que Chris Amon, o melhor piloto a não vencer uma corrida na Fórmula 1, mas também de grande talento nas pistas.

O que muitos não sabem, é que o canadense não começou tudo na Ferrari. Antes de acontecer, ele fez um teste pela McLaren, visto de perto pelo campeão mundial James Hunt. Mas, depois de uma corrida, a equipe não contratou Gilles. Mas, depois disso, ele finalmente iria para a Ferrari.

Em sua segunda corrida pela equipe, se envolveria em um acidente gravissimo. O detalhe deste acidente, é que foi justamente com seu grande idolo, o sueco Ronnie Peterson.

Apesar de somente três corridas, todos já olhavam Gilles como um “porra louca” nas pistas. Ele não era do tipo de piloto que buscava o limite, que buscava ultrapassar com simplicidade, mas sim sempre ir além do limite e fazer de uma ‘simples’ briga de posição um belissimo duelo (como visto em Dijon 1979 ai na foto acima).

O outro piloto que estava nesta briga, o francês René Arnoux, falou uma frase marcante após o duelo: “Ele me venceu, mas isso não me preoculpa, pois sei que fui vencido pelo melhor piloto do mundo”.

Mas esse piloto fez corridas memoráveis. Além de Dijo em 1979, Jarama em 1981 foi marcante, pois não é qualquer um que teria a habilidade de segurar mais de 5 carros atrás, todos bem colados nele. Mas, a corrida que talvez tenha sido mais marcante para ela foi também a que provocaria uma tragédia.

San Marino, 1982, Pironi traiu a confiança de Gilles quando passou o canadense, sendo que na equipe a ordem era que Gilles chegasse na frente. Semanas depois, tentando ser melhor que seu companheiro nos treinos de Zolder, na Bélgica, acabou se acidentando para sempre.

Ali iria para sempre um piloto que morreu com raiva, tristeza e com o coração decepcionado, mas a sua imagem para os fãs da Fórmula 1 sempre ficou e sempre ficará a do piloto determinado, arrojado e que dava show nas pistas.

Publicado em fevereiro 25, 2011, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 7 Comentários.

  1. Pode parecer maldade, mas não é. Gosto de Gilles e sua história, mas o acho muito superestimado.
    Lógico que tem sua importância na categoria mas… Sei lá…

  2. Diego Wendhausen Passos

    Meu pai dizia que ele era maluco, extremamente arrojado. Vi alguns vídeos dele. O piloto da Fórmula 1 atual que chegam mais próximo ao canadense são o britânico Lewis Hamilton e o japonês Kamui Kobayashi, mas são menos barbeiros que o canadense.

    Era um piloto que disputava desde a liderança a uma posição intermediária, gostava do espetáculo. Na Fórmula 1 atual, poderia durar pouco, pois o excesso de arrojo provocava vários acidentes.

    Virei fã dele em 2007, quando o Lancenet fez um especial sobre ele, mostrando alguns vídeos de manobras do pai do campeão de 1997.

    Matéria que fiz sobre Gilles Villeneuve em 2008
    http://ocircodaformula1.blogspot.com/2008/05/piloto-da-semana-gilles-villeneuve.html

  3. Diego Wendhausen Passos

    Quando li o especial lançado sobre ele, em 2007, no Lancenet, comprei a ideia de que ele acabou “se matando”, pois não mediu esforços ao tentar superar o já desafeto Pironi, companheiro de equipe de Gilles na época.

  4. Diego, o Hamilton e o Kobayashi não chegam nem perto da ousadia que o Gilles Villeneuve demonstrava nas pistas. Creia-me! Quanto à habilidade em controlar o carro, é difícil saber se haveria alguém com as mesmas características hoje, quando o conjunto de microprocessadores a bordo comandam muito mais o carro do que o próprio piloto, e com estabilidade dinâmica infinitamente superior à dos carros antigos. Dos que eu vi correr, desde 1970, acho que apenas o Peterson e o Senna demonstraram habilidade no mesmo nível. Mas o problema do Gilles é que ele confiava de forma cega na sua capacidade de controlar o carro (e também achava que os seus adversários a teriam, no mesmo nível), não temendo desastres… O seu acidente fatal foi basicamente isso: ele acreditou que o Jochen Mass (que se arrastava pela pista, naquela altura dos treinos) manteria a trajetória do carro e não lhe daria uma fechada no meio da reta… e não é que o inexpressivo piloto alemão fez isso mesmo…!? Daí, o carro decolou (diferentemente do que aconteceria hoje) devido à súbita perda do efeito-solo e à aerodinâmica dos carros da época (posteriormente, proibida). Nas mesmas condições dos carros de 1982, aquele acidente entre as duas RBR, em 2010, em Valencia, teria certamente terminado em tragédia também… … E o Schumacher também já não teria as duas pernas, depois daquele acidente em Silverstone. E o Senna também teria morrido muito antes, numa das suas capotagens espetaculares. E o Hakkinen teria ficado mutilado naquele acidente na Austrália. E, por aí, vai… O azar do Gilles e do Peterson foi o de terem pilotado aquelas chaleiras feitas em aço, com muito menor resistência estrutural, que eram os F-1 antigos… Mas, até pelos acidentes deles, aperfeiçoaram-se os carros de competição. Quem sabe, um dia, o Kevlar ou outro material similar em resistência poderá chegar a custos razoáveis a todos os carros de rua?! Certamente, passarão a morrer muito menos pessoas nos desastres do trânsito nosso de cada dia.

  5. The tips you provided here are rather precious. It was such a fun surprise to have that awaiting me when I woke up today. They are constantly to the point and simple to learn. Thanks a ton for the useful ideas you have shared in this article.

  1. Pingback: Tweets that mention Falando de Gilles « F1 ONTEM E HOJE -- Topsy.com

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